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Por que o mercado de pulgas tem esse nome?

Muitas cidades possuem lojas que revendem móveis, roupas e objetos usados, a maioria chamadas pelo mesmo nome: mercado de pulgas. Mas você já se perguntou por que estes estabelecimentos são denominados desta forma? Será que eles comercializam aqueles bichinhos minúsculos que gostam de "morar" em cachorros e gatos?

Brincadeiras à parte, a resposta a esta dúvida tem raízes históricas. O termo remete aos bazares que se instalaram em Paris desde o século XIX. Nos subúrbios da cidade, um sujeito montou uma loja com seus trapos e coisas usadas em geral e o chamou de le marché aux puces (“mercado das pulgas”). Aos poucos, a ideia — e o nome — foi se espalhando.

O que é um mercado de pulgas?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

A razão do termo é bem óbvia: as pessoas achavam que as mercadorias, por serem velhas, poderiam ter pulgas escondidas. Em seguida, no ano de 1922, a expressão foi agregada em inglês no Oxford English Dictionary, o que ajudou a popularizar o nome e espalhá-lo para vários países.

Mas esta não é a única explicação. Há outra, também bastante plausível, de que em Paris os mercados que vendiam coisas de segunda mão foram expulsos dos locais onde estavam à medida que a cidade ia crescendo. Assim, os comerciantes tiveram que correr e se instalar noutros lugares, denominados flee markets (que poderia ser traduzido como "mercados de fuga").

Com o tempo, por alguma razão misteriosa, o flee teria se tornado flea, que quer dizer "pulga". A partir de então, esses bazares se popularizaram como "mercados de pulgas" e o nome foi difundido no mundo todo.

Outros nomes para este tipo de estabelecimento

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Os mercados de pulga definem lugares em que ocorrem negociações (compra e venda) de produtos usados de diferentes categorias, como roupas, móveis, antiguidades, etc. São estabelecimentos informais e casuais que costumam, inclusive, se instalar em diferentes lugares de forma itinerante.

No entanto, o negócio de venda de usados não se chama de uma única forma. Há diferentes terminologias espalhadas pelos países. Em Portugal, por exemplo, esta modalidade se chama "feira da ladra".

No Brasil, há um nome relativamente comum de "brique" ou "brique-a-braque", vindo do francês bric-à-brac, que pode ser traduzido como "tralha". Já no Nordeste brasileiro, este tipo de estabelecimento costuma ser chamado de "feira do rolo". Quando a loja só vende roupas, é chamada de "brechó".

Nos Estados Unidos, o termo mais usado é garage sale, ou "vendas de garagem", que ocorrem muitas vezes no jardim ou nas garagens das casas das pessoas. Outro termo recorrente é highway yard sales, ou "venda de 100 milhas". Trata-se de um evento bem mais organizado que um mercado, com vários vendedores distribuídos à beira de uma estrada.

Por fim, no Reino Unido, as car boot sales ou "vendas de botas de carros" são bastante populares. Elas compreendem feiras que reúnem vários vendedores que comercializam utensílios domésticos no porta-malas de seus carros.

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