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Pesquisadores confirmam 4º caso de paciente curado do HIV

Um novo caso de cura do HIV foi confirmado por pesquisadores do City of Hope National Medical Center, nos Estados Unidos, no dia 27 de julho. O anúncio feito durante a Conferência Internacional de AIDS em Montreal, no Canadá, é o quarto caso de paciente que entrou em remissão para o vírus usando o mesmo tratamento.

O paciente em questão é um homem de 66 anos, que testou positivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) em 1988. Ele não teve a identidade revelada, mas foi apelidado de “Cidade da Esperança”, em referência ao centro médico no qual recebeu o tratamento.

Conforme os especialistas da instituição americana, o homem ficou livre do vírus causador da AIDS após receber um transplante de medula óssea para tratar leucemia. O doador possuía uma mutação genética rara, denominada CCR5 Delta 32 homozigótica, que torna as pessoas resistentes ao HIV.

Ainda de acordo com o hospital, o transplante objetivava cuidar do câncer do sangue, detectado aos 63 anos. No entanto, o tratamento não só o curou da leucemia, como também o fez entrar em remissão para o HIV, com a mutação CCR5 impedindo a replicação do vírus no seu organismo.

Sem tomar remédios há 17 meses

O paciente curado do HIV no centro de pesquisa dos EUA recebeu o transplante de células-tronco há três anos. Desde então, vem sendo monitorado pelos médicos, que não encontraram mais nenhuma evidência do vírus no seu corpo após o procedimento.

Ele não usa mais o tratamento antirretroviral desde março de 2021, alcançando o status de cura da doença. Os medicamentos poderiam ter sido retirados antes, mas o enfermo preferiu esperar até receber a vacina contra covid-19.

“Estamos orgulhosos de ter ajudado o paciente a alcançar a remissão do HIV e da leucemia. É gratificante saber que nossa ciência pioneira em transplantes de medula óssea e células-tronco, juntamente com nossa busca pela melhor medicina de precisão contra o câncer, ajudou a transformar a vida desse paciente”, comemorou o CEO da instituição, Robert Stone.

Quem também celebrou a cura foi o próprio paciente, que comparava o diagnóstico com uma sentença de morte. “Nunca pensei que viveria para ver o dia em que não tivesse mais HIV”, disse ele.

Uso da terapia em casos semelhantes

O método utilizado neste caso, o mesmo adotado no “Paciente de Berlim”, como ficou conhecido o primeiro homem a vencer a AIDS, pode ajudar na cura de idosos que tenham HIV e leucemia. Mas para tanto, é essencial identificar o doador certo, segundo a infectologista Jana Dicker, líder da pesquisa.

A especialista ressalta que o procedimento possui efeitos colaterais significativos, podendo não ser adequado para grande parte dos doentes. Com isso, a técnica envolvendo o transplante de medula óssea deve ficar restrita a casos específicos

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