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4 fenômenos que ficaram virais muito antes da internet

A palavra "viral" costuma descrever algum fenômeno que passou a ser compartilhado coletivamente, "contaminando" a sociedade com bastante rapidez, tal como um vírus. Os memes são os maiores exemplos que temos de conteúdos virais, e sua existência está restrita ao âmbito do digital.

Mas muito antes de haver internet, já tínhamos acontecimentos que viralizavam entre as pessoas. Neste texto, trazemos 4 exemplos de como isso acontecia.

1. As competições de dança durante a Grande Depressão

(Fonte: History Daily)(Fonte: History Daily)

Ao longo da Grande Depressão americana, a grande crise econômica que quebrou os Estados Unidos, muitas pessoas tiveram que se submeter a várias coisas para ganhar algum dinheiro. Um exemplo disso eram as maratonas de dança, em que os competidores se submetiam a jornadas exaustivas em troca de algum prêmio em valor, de comida ou mesmo de publicidade.

As regras destas competições focavam bem pouco na qualidade da dança: o principal objetivo era gastar o mínimo de energia para permanecer em pé se movendo por muitas horas. Os competidores tinham direito a alguns minutos de intervalo em que podiam dormir, mas eram muitos os que acabavam cochilando em pé e eram desclassificados.

Houve muito questionamento sobre o quão ético era submeter pessoas indigentes a este tipo de situação, o que fez com que as competições de dança fossem desaparecendo aos poucos. No fim da Segunda Guerra Mundial, elas estavam praticamente extintas.

2. A moda do peixinho dourado

(Fonte: Smithsonian Mag)(Fonte: Smithsonian Mag)

Em 1939, um calouro de Harvard chamado Lothrop Withington Jr. se gabou para seus amigos de ter engolido um peixinho dourado vivo. Seus amigos não acreditaram, e apostaram 10 dólares que ele não faria novamente. O jovem Lothrop não quis dar o braço a torcer, e realizou a infame performance em frente aos amigos.

O que talvez ninguém imaginasse é que essa brincadeira boba viraria uma febre entre universitários do país inteiro. No dia 3 de março de 1939, uma multidão de estudantes se reuniu para ver Lothrop Withington bater o seu recorde de "maior engolidor de peixes dourados" do mundo - posto em que ele foi rapidamente desbancado por outros concorrentes. Lothrop, no entanto, chegou a estrelar campanhas publicitárias por conta deste feito.

3. A moda de arrancar chapéu da cabeça dos outros

(Fonte: UTA Libraries)(Fonte: UTA Libraries)

Durante o século XIX, muitos homens usavam chapéus de palha no verão, especialmente em eventos ocorridos perto do mar ou dos rios. Normalmente, se estabelecia que seria até o dia 1º de setembro que os chapéus de palha estariam "permitidos" (posteriormente, a data foi mudada para 15 de setembro). Depois deste dia, esperava-se que os homens usassem chapéus mais grossos para proteger suas cabeças.

Por conta disso, passou-se a difundir uma tradição chamada de "Felt Hat Day". Segundo este rito, homens que usassem chapéus de palha estariam propensos a que eles fossem retirados por pessoas aleatórias. No começo, era tudo uma grande piada, mas quando estranhos começaram a cada vez mais a arrancar chapéus de pessoas desconhecidas, o resultado foi o aumento da violência e de tumultos.

4.  Os motins de Natal

(Fonte: Bowery Boys History)(Fonte: Bowery Boys History)

Embora o Natal seja conhecido como época de celebração e reunião familiar, a data festiva já foi conhecida especialmente como um momento do ano em que havia muitos motins nas ruas, com brigas de bêbados e crimes generalizados pelas ruas. Por isso, muitos locais passaram a criminalizar o Natal.

Nos anos 1600, a Colônia da Baía de Massachusetts considerou a data como criminosa - levando menos em consideração as tradições religiosas e mais a tentativa de fugir da desordem e da onda de crimes. Isto se deu porque homens e mulheres - especialmente os solteiros - encaravam o feriado natalino como uma época de enlouquecer, tal como um carnaval. Os jovens se embriagavam, se vestiam de mulher, usavam máscaras ou faziam blackface, e acabavam se envolvendo em brigas que se tornavam motins. Ou seja, era uma diversão pouco familiar e acolhedora.

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