
Ciência
24/02/2022 às 07:30•3 min de leitura
Duas guerras mundiais e um conflito político de proporção global — a Guerra Fria — dividiram o planeta em dois grupos ao longo da história humana. Embora essas sejam guerras que reúnam uma gama gigante de fatores políticos e sociais envolvidos, todas elas precisaram de algum acontecimento marcante para realmente iniciarem.
E será que você se lembra de quais fatos históricos nós estamos falando? Relembre três acontecimentos que serviram como estopim para essas Grandes Guerras e como eles foram recebidos ao redor do mundo!
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(Fonte: Wikimedia Commons)
Entre 1871 e 1914, a humanidade acreditava ter atingido a "Paz Armada". Existia uma esperança de que nós havíamos atingido a maturidade necessária para resolver nossos conflitos através de resoluções pacíficas, mesmo com a existência de vastos arsenais e uma grande quantidade de soldados.
Entretanto, o desenvolvimento industrial e a expansão imperialista, fundadas na disputa de territórios na Ásia e na África, colocaram tudo em xeque. Em 1905, sistemas de alianças começaram a se configurar pela Europa. Foi assim que surgiram dois grupos:
Entre 1905 e 1914, diversos incidentes diplomáticos foram afetando a relação entre os países europeus, o que culminou no assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, possível herdeiro do Império Austro-húngaro, na Bósnia. Ferdinando foi morto por Gravilo Princip, um ativista sérvio — esse evento ficou conhecido como "Atentado de Sarajevo".
A Áustria-Hungria ordenou colaboração da Sérvia para a investigação do crime, que, por sua vez, recusou-se a colaborar com os oficiais austríacos. Isso desencadeou o rompimento diplomático entre as duas nações e, no dia 28 de julho de 1914, os dois países entraram em guerra. A Rússia mobilizou forças para ajudar os sérvios e a Alemanha para ajudar os austro-húngaros. Temos a Primeira Guerra Mundial.
(Fonte: Wikimedia Commons)
A Segunda Guerra Mundial deixou um enorme rastro de destruição pela Europa — foram 60 milhões de mortos em seis anos de conflito. Além disso, Adolf Hitler e a Alemanha nazista ficaram marcados pelo Holocausto e pela perseguição de judeus, negros e homossexuais.
Porém, a aplicação da guerra total teve como estopim a invasão da Polônia no dia 1º de setembro de 1939. O objetivo de Hitler era que o Terceiro Reich, construído na década de 1930, tivesse espaço para que o povo ariano desenvolvesse seu império. Anteriormente, a Alemanha nazista já havia anexado territórios da Áustria com a autorização da França e do Reino Unido.
No entanto, a Polônia era uma grande ambição territorial dos alemães, uma vez que a Alemanha perdeu parte de seus territórios para a Polônia na Primeira Guerra Mundial. Sabendo dessa intenção, os poloneses firmaram um acordo de apoio militar com franceses e britânicos, caso fossem invadidos.
O que a Polônia não contava, entretanto, era que a Alemanha iria assinar pacto de não agressão com a União Soviética antes da invasão e não obteve a ajuda que esperava quando os ataques vieram. Os alemães usaram a blitzkrieg (guerra-relâmpago) para coordenar ataques rápidos, fazendo com que a cidade de Varsóvia se rendesse no dia 28 de setembro. Como próximo passo, Hitler levou a guerra para a Europa Ocidental.
(Fonte: Wikimedia Commons)
Como forma de retaliação ao Ataque a Pearl Harbor, feito pelo Serviço Aéreo Imperial da Marinha Japonesa contra os Estados Unidos, os norte-americanos tinham uma carta na manga: o Projeto Manhattan — responsável pela criação das primeiras bombas atômicas. Com o apoio do Reino Unido e Canadá, os EUA atingiram as cidades de Hiroshima e Nagasaki com suas armas de destruição em massa e acabaram de vez com a Segunda Guerra Mundial.
Entretanto, esse também foi o início da Guerra Fria. Mesmo que Josef Stalin nunca tivesse sido notificado pelo presidente norte-americano Harry S. Truman sobre as bombas nucleares, a inteligência soviética já tinha informações sobre esse projeto em setembro de 1941.
Embora o líder da URSS não levasse isso como uma ameaça a sério, seus subordinados lhe convenceram de que o físico Igor Kurchatov deveria começar a trabalhar para expandir o arsenal soviético. Na visão de alguns historiadores, o lançamento das bombas atômicas por parte dos EUA foi uma forma de os norte-americanos demonstrarem que não precisavam da ajuda da URSS para participar da guerra.
Com isso, ambas as nações entraram em uma corrida armamentista e tecnológica, tendo como pretexto a intenção de se defender um do outro. Isso definiria o restante da Guerra Fria, marcada por duas superpotências lutando para ver quem poderia acumular mais armas de destruição em massa e utilizá-las de maneira eficaz.
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