
Ciência
28/02/2019 às 10:00•1 min de leitura
Seiva é um líquido encontrado nas plantas e que transporta os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento; por conta dessa função, muitas vezes é comparada ao sangue, ainda que quase nunca apresente a mesma cor. Isso é diferente na umbila, uma árvore nativa da África, que tem uma seiva espessa e vermelha, tal como o líquido vital.
A Pterocarpus angolensis, mais conhecida como umbila, kiaat, mukwa ou muninga, pode ser encontrada em Angola, Namíbia, Tanzânia, Zaire, Moçambique e outros países da África Austral. A árvore tem altura média de 16 metros, produz flores bem perfumadas, amarelas e laranjas, e cresce em terrenos arenosos ou encostas rochosas.
Sangue ou seiva? (Foto: John Kabubu)
Porém, é a seiva o que mais chama atenção na umbila. Com cor marrom-avermelhada, é usada como corante, na produção de cosméticos e apresenta características medicinais — muitos nativos a espalham sobre feridas para estancar sangramentos, por exemplo. Também é usada para tratar micoses, problemas oculares, dores estomacais e até malária. A crença chega a ser bastante literal: problemas sanguíneos costumam ser tratados com a “árvore que sangra”; e muitos acreditam que a seiva da umbila pode estimular a produção de leite materno.
Com sua madeira é possível construir barcos e decks, devido à sua característica de encolher pouco depois de seca. Para completar, móveis feitos com seu tronco também são de ótima qualidade, têm grande durabilidade e costumam ser decorados, já que o material é maleável o suficiente para permitir entalhes.
A umbila verte uma seiva espessa e vermelha (Foto: Alejandra Sotelo Faderland)