
Ciência
06/08/2020 às 03:00•2 min de leitura
A explosão da bomba atômica sobre Hiroshima, no Japão, aconteceu no dia 6 de agosto de 1945, e provocou a morte de um número estimado entre 70 mil e 80 mil pessoas instantaneamente – sem contar nos mais de 70 mil feridos em decorrência do ataque. Além disso, a detonação do artefato causou a devastação de uma área de mais ou menos 12 quilômetros quadrados e, segundo determinaram as autoridades japonesas, quase 70% de todas as edificações da cidade foram completamente destruídas, enquanto perto de 7% foram seriamente danificadas.
Naturalmente, depois desse catastrófico incidente, o foco das equipes médicas, de resgate e de cientistas foi o de cuidar das vítimas, realizar levantamentos sobre a radiação liberada e a contaminação provocada pela explosão e planejar como lidar com a calamidade que instaurou. Assim, ninguém se preocupou em descobrir onde, afinal, tinham ido parar as toneladas e mais toneladas de cimento, concreto, vigas, aço e todo o material que compunha as construções que existiam em Hiroshima e desapareceram com a bomba atômica.
Cadê as montanhas de escombros? (Reprodução / Wikimedia Commons / U.S. Navy Public Affairs Resources Website)
Agora, 75 anos depois da fatídica explosão, um grupo de cientistas acredita ter encontrado uma resposta para esse mistério. Durante a detonação da bomba atômica, Hiroshima voou pelos ares – literalmente – e o calor liberado pela explosão fez com que os escombros das edificações se fundissem e se transformassem em um material cristalizado que hoje pode ser encontrado depositado nas praias da região.
(Reprodução / FayerWayer)
De acordo com Sergio Trujillo, do site FayerWayer, os escombros se encontram distribuídos pelas praias da península de Motojina e foram descritos pelos pesquisadores como fragmentos com poucos milímetros de espessura e como esferoides e filamentos de cristal e outros materiais fundidos. Com relação à composição, as análises revelaram a presença de carbono, silício, oxigênio, alumínio e cálcio, assim como aço, ferro puro, mármore, concreto e borracha.
Mas o mais assustador foi que os cientistas concluíram que, para que esses cristais se formassem, o material que compunha a cidade de Hiroshima teve que ser exposto a milhares de graus Célsius, convertido em líquido e ser lançado na atmosfera – onde as partículas começaram a colidir umas com as outras até formar agregados e “chover” sobre a superfície na forma de fragmentos cristalizados.
(Reprodução / FayerWayer)
E os cientistas não tiveram que revirar muito a areia das praias para achar essas partículas, não, já que os escombros se encontravam a apenas 10 centímetros de profundidade, sem falar na quantidade – que é enorme. Para se ter ideia, de cada 1 quilo de areia coletada e examinada, os pesquisadores concluíram que 0,6% a 2,5% do total era composto por escombros cristalizados. Isso significa que existem entre 2,3 mil e 3,1 mil toneladas de "restos de Hiroshima" por quilômetro quadrado de praia. Aterrador, você não concorda?
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