
Artes/cultura
26/03/2022 às 13:00•2 min de leitura
Os Estados Unidos podem até ser uma superpotência em vários segmentos, mas em uma coisa a internet internacional parece concordar: eles não sabem absolutamente nada de geografia. Basta uma breve pesquisa no Youtube e você verá norte-americanos chamando a Europa de país, dizendo que a Rússia fica na África ou qualquer tipo de absurdo que você possa imaginar.
Em 2010, inclusive, a Avaliação Nacional do Progresso Educacional dos EUA revelou que menos de um terço dos estudantes norte-americanos são de fato proficientes em geografia. Isso sugere que existe uma falta de ênfase na alfabetização geográfica nos currículos escolares e outros problemas estruturais. Vamos entender mais sobre o tema!
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(Fonte: Shutterstock)
Quando paramos para analisar, a dificuldade da população norte-americana em interpretar mapas é algo gritante. Uma pesquisa feita pelo National Geographic, em 2006, mostrou que 63% dos jovens americanos não conseguiam encontrar o Iraque no mapa — apesar de os EUA terem um conflito de longa data com o país asiático.
Para piorar a situação, 50% dos entrevistados não conseguiram achar Nova York, uma das cidades mais relevantes do país. Mas a explicação para isso parece ser bem simples: menos de 30% desse grupo acha necessário saber localizar os países que aparecem nos noticiários.
Inclusive, a alfabetização geográfica tende a diminuir até os estudantes chegarem no ensino médio da grade curricular norte-americana. Portanto, é de se imaginar que o nível de conhecimento dos estudantes diminua consideravelmente até a vida adulta. Dessa forma, a pergunta que não quer calar é: por que os norte-americanos acham a geografia tão irrelevante assim?
(Fonte: Shutterstock)
Embora a tecnologia pareça ser o primeiro inimigo a ser culpado pelas falhas nos processos de aprendizagem dos estudantes, os primeiros dados falam o contrário. Segundo o National Geographic, jovens adultos que usaram a internet para se informar sobre notícias globais se saíram melhor do que os outros estudantes nas questões geográficas.
Sendo assim, a internet parece mais aprimorar o conhecimento do que atrapalhá-lo. Um dos grandes problemas, na realidade, talvez seja o fato do mundo ter se dedicado às disciplinas mais técnicas. Dessa forma, a geografia teria perdido espaço para a matemática, física, informática e por aí vai, pois essas são mais relevantes na visão do mundo corporativo.
Mas isso gera problemas sérios de interpretação. Por exemplo, 75% dos entrevistados não conseguiram identificar Israel em um mapa. Em amplo contexto, isso significa que os estudantes norte-americanos jamais conseguiriam notar que esse país foi esculpido em território predominantemente muçulmano e que isso fala muito sobre os conflitos com a Palestina.
Por esse e outros motivos, a geografia não pode ser vista apenas como um atalho para encontrar as coisas no mapa, mas também como um guia para disputas contemporâneas, aprendizado sobre outras culturas e compreensão refinada sobre o mundo em que vivemos.
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