
Ciência
12/06/2019 às 03:00•2 min de leitura
Você já ouviu falar de provas absurdas como a Marathon des Sables, na qual os participantes percorrem 350 km pelo deserto no Marrocos, a Spartathlon, que ocorre na Grécia e que consiste em correr os quase 250 km que separam Atenas de Esparta em até 36 horas, e a Jungle Marathon, que acontece aqui no Brasil e que envolve se embrenhar por mais de 250 km de mata na Floresta Amazônica? E – especialmente se você é do tipo mais sedentário – já se perguntou como é que existem pessoas capazes de completar esses desafios?
Pois um time de cientistas decidiu averiguar quais são os limites da resistência humana e, para isso, estudaram dezenas de atletas de elite e ultramaratonistas – isto é, indivíduos que participam de provas como essas que mencionamos acima e até piores! Mais precisamente, os pesquisadores focaram no gasto energético exigido por algumas das competições mais extenuantes e longas do mundo, e os resultados foram surpreendentes.
A equipe descobriu que, no caso de competições que duram vários dias ou até semanas e meses inteiros, independentemente das atividades físicas desempenhadas durante as provas, o limite metabólico – ou seja, o nível máximo possível de esforço que um ser humano é capaz de suportar por um longo período de tempo – parece ser o mesmo para todos os atletas: equivalente a uma queima calórica 2,5 vezes superior ao valor da taxa metabólica em repouso.
De acordo com os cientistas que conduziram o estudo, eles identificaram que quando um humano ultrapassa esse limiar, o organismo começa a consumir os próprios tecidos para compensar o déficit calórico, já que existe um limite máximo de calorias que o sistema digestivo é capaz de absorver dos alimentos ingeridos. Isso significa que, conforme sugere pesquisa, mesmo que um ultramaratonista consuma mais comida, isso não o ajudará a ter mais energia para aguentar mais ou performar melhor.
(Reprodução / CNN)
Vale mencionar que é possível ultrapassar o limiar de 2,5 encontrado pelos cientistas – desde que seja por um período de tempo. Sabe-se, por exemplo, que participantes de provas de triátlon com perto de 12 horas de duração chegam a gastar uma quantidade de calorias 9,4 vezes superior à sua taxa de metabolismo basal. Só que, para isso, o organismo começa a queimar as suas reservas de energia, o que pode chegar a um limite bastante perigoso.
E um dado interessante é que as gestantes mantêm um gasto calórico cerca de 2,2 vezes a sua taxa metabólica basal durante a gravidez, o que significa que seus organismos precisam de uma quantidade de energia quase equivalente à demandada por ultramaratonistas e atletas de elite para sustentar o desenvolvimento do bebê. Incrível, né? Enfim, os pesquisadores explicaram que não é impossível que um dia surjam atletas capazes de “empurrar” esse limite e ir além, mostrando que o nosso corpo é realmente uma máquina extraordinária. Mas não será fácil!
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