
Ciência
05/09/2019 às 07:00•2 min de leitura
Que os humanos sentem frio não é novidade: basta a temperatura cair um pouco e os casacos já são acionados; além de nós, os animais também são capazes de sentir a queda na temperatura. Segundo pesquisadores da Universidade de Michigan, uma proteína receptora recém-identificada é a responsável por permitir que vermes, animais e humanos sintam as temperaturas frias. "Claramente os nervos da pele podem sentir frio, mas ninguém foi capaz de identificar exatamente como eles o sentem. Agora, acho que temos a resposta", disse Shawn Xu, membro do corpo docente do Instituto de Ciências da universidade e autor sênior do estudo.
Assim que a temperatura ambiente cai a ponto de ser desconfortável, e em alguns casos até perigosa, as proteínas receptoras dos nervos sensoriais da pele percebem a mudança e agem rapidamente, transmitindo a informação ao cérebro. De acordo com as pesquisas, esse mesmo processo acontece tanto em organismos humanos como em minúsculos vermes. O sistema desse modelo de transmissão que abrange a todos e é estudado no laboratório de Xu é do nematódeo Caenorhabditis elegans.
O C. elegans tem um genoma simples e bem mapeado, com vida útil curta, tornando-se um modelo valioso para o estudo de respostas sensoriais. Segundo Xu, pesquisas anteriores que analisaram um receptor de resfriado se basearam em uma abordagem tendenciosa porque se concentraram em grupos específicos de genes relacionados à sensação.
(Fonte: Pixabay)
Por outro lado, aproveitando a simplicidade de C. elegans, os estudiosos analisaram milhares de variações genéticas aleatórias para determinar quais afetavam as respostas ao frio. Eles descobriram que os vermes que não têm o gene receptor glutamano glr-3 não respondem quando as temperaturas ficam abaixo de 19 °C. Sem essa proteína, os vermes se tornam insensíveis às temperaturas frias.
As versões vertebradas do gene glr-3 também funcionam como um receptor sensor de frio, e, quando adicionaram essa versão em vermes mutantes sem o gene, os pesquisadores descobriram que ele resgatava a sensibilidade ao frio. Eles incluíram ainda as versões de vermes peixe-zebra, camundongos e humanos aos mamíferos insensíveis ao frio e, com todas as versões, as células se tornaram sensíveis às baixas temperaturas.
(Fonte: Pixabay)
Além disso, o estudo mostrou que a GluK2 (versão do gene em camundongo) também é ativa em um grupo de neurônios sensoriais dos ratos e detecta estímulos ambientais através de terminações sensoriais na pele dos animais. Os resultados fornecem evidências de que a proteína GluK2 serve como receptora de resfriado em mamíferos. "Durante todos esses anos, a atenção foi focada na função desse gene no cérebro. Agora, descobrimos que ele também tem um papel no sistema sensorial periférico. É realmente emocionante. Esse foi um dos poucos receptores sensoriais restantes ainda não identificados na natureza", explicou Xu.
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