
Ciência
01/10/2020 às 08:00•2 min de leitura
Na escola, na faculdade ou no trabalho, às vezes experimentamos sensações de tempo muito diferentes. Você já deve ter tido a impressão de que uma manhã “voou” ou que uma tarde se arrastou indefinidamente, mesmo que, no relógio, o tempo seja exatamente o mesmo de outros dias em que a sensação de tempo foi “normal”.
Segundo um estudo, as responsáveis por essa diferença na percepção do tempo são as células cerebrais cansadas. Os pesquisadores concluíram que, quando os neurônios sofrem fadiga, a transmissão de sinais que organizam a experiência de tempo pode ser afetada.
Cientistas perceberam que a fadiga das células cerebrais altera a percepção de tempo. (Fonte: Pixabay)
Para chegar a essa conclusão, cientistas do Centro de Redes Neurais e de Informação do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação do Japão expuseram pessoas a dois diferentes estímulos: parte do grupo via um círculo cinza em um fundo preto por 250 milissegundos, por trinta vezes consecutivas; a outra parte, por 750 milissegundos.
Após esse estímulo, participantes de ambos os grupos ouviram um ruído branco: sinal sonoro que contém todas as frequências na mesma potência. Essa escolha se deu porque um estímulo auditivo estaria menos propenso a ser afetado pelo estímulo visual anterior.
Os cientistas questionaram os participantes sobre a percepção do tempo após esses testes iniciais: eles deveriam dizer se o estímulo do teste visual era mais longo ou mais curto do que o estímulo sonoro.
A conclusão foi interessante: o grupo exposto a um estímulo mais longo superestimou o tempo do ruído branco; já o grupo estimulado visualmente por menos tempo subestimou o tempo do estímulo sonoro.
O estudo permite entender por que a sensação de tempo é afetada após estímulos intensos. (Fonte: Pixabay)
Para os cientistas, esse resultado auxilia no entendimento do funcionamento dos neurônios: quando há mais repetição, os neurônios ficam mais “cansados” e se acomodam ao ritmo do estímulo.
Isso ajuda a explicar por que tendemos a enxergar o mundo com a mesma velocidade de um estímulo ao qual fomos submetidos por longo tempo, seja o ritmo calmo de um concerto musical, seja a aceleração de um filme de suspense.
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