
Ciência
23/11/2021 às 09:00•2 min de leitura
Consideradas uma das principais ameaças contra a própria espécie, as vespas-assassinas são um grupo de insetos que, em poucos dias, conseguem dizimar milhares de abelhas produtoras de mel, em especial as integrantes de colônias menos adaptadas. Porém, de acordo com um estudo publicado pela Royal Society Publishing, a abelha-melífera-asiática desenvolveu, por conta própria, um sistema de comunicação que prevê ameaças para seus semelhantes, emitindo um "grito" estridente que permite a coordenação de estratégias de defesa.
Pesquisadores da Wellesley College, em Massachusetts, identificaram que as colônias de Apis cerana produzem silvos, breves sinais de sons e barulhos mais longos em condições livres de vespões, como uma espécie de conversação interna em momentos em que não há ataques. Agora, o estudo mostra que a iminência da chegada de inimigos, como a vespa-asiática, ativa um comportamento inédito nos animais vulneráveis, resultando em um aumento "dramático" nas taxas de sinalização emitidas pela comunidade.
Intitulado "apito antipredador", a ferramenta de defesa consiste em um movimento muito particular realizado pelas abelhas, quando elas levantam seus abdomens e vibram suas asas para produzir um grito de socorro único. Os cientistas afirmam que esses sons compartilham características acústicas com gritos de alarme, medo e pânico de primatas, pássaros e suricatos. Porém, a tática dos insetos conta com um elemento-surpresa, o suporte de uma substância química que está normalmente vinculada a outros fins dentro das colônias: a glândula Nasonov.
O mecanismo das abelhas-melíferas-asiáticas é uma das estratégias mais impressionantes do reino animal, apesar de permanecer, em grande parte, como um mistério. Segundo os autores do projeto, o grito surgiria como resultado da exposição da glândula Nasonov, um feromônio que se assemelha a uma trombeta de guerra utilizado para o recrutamento de abelhas-operárias e para a sinalização, caso algum grupo tenha se perdido no caminho para casa.
"Os operários da Apis cerana empregam com flexibilidade um repertório de alarmes diversificado em resposta ao símbolo de ataque, espelhando características de sons sofisticados em vertebrados socialmente complexos.", concluiu a ecologista Heather R. Mattila, do Departamento de Ciências Biológicas da Wellesley College, que revelou que as operárias, quando unidas, tendem a se mostrar como eficazes contra vespas-assassinas.
Confira abaixo um vídeo que reproduz o som real emitido pelas abelhas.
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