
Ciência
28/09/2017 às 10:26•2 min de leitura
Alguns pais costumam ter receios ao tratar assuntos complicados e polêmicos com seus filhos, mas uma coisa todo mundo tem certeza: uma hora ou outra, isso vai ser necessário! A morte é um desses temas mais complicados e que arrepia os cabelos dos mais adultos; afinal, como explicar para uma criança que o vovô nunca mais vai voltar? Ou que o cachorrinho foi passear?
O psicólogo Sami Grover está passando por isso no momento, já que suas duas filhas, de 5 e 7 anos, começaram a questionar a respeito do fim da vida. Uma delas, por exemplo, disse que queria ser cremada para não ter nenhum verme comendo o seu cérebro – algo que mostra um conhecimento do assunto muito maior do que ele esperava.
Em um artigo publicado no site MNN, Grover recorreu aos conselhos da agente funerária e youtuber Caitlin Doughty, que desmistifica a fronteira final em seu canal e tenta fazer as pessoas se sentirem mais à vontade com a ideia da finitude. Com isso, ele elaborou alguns conselhos para abordar o tema com suas filhas – e que servem para todo mundo:
Talvez elas compreendam muito mais o assunto do que você imagina, então, o melhor caminho é começar perguntando o que ela já sabe a respeito da morte. A partir da resposta, já é possível traçar um caminho de como abordar o assunto em cada faixa etária.
Como adultos, temos uma noção bem clara do que é a morte, mas as convicções pessoas variam em relação a seu significado e à possibilidade de “vida” além dela. Assim, você deve sempre tentar ser o mais sincero possível com a criança, buscando uma linguagem compreensível e sem adotar o tom alarmista.
Você não precisa explicar como os vermes comem nosso corpo apodrecido e que tudo isso faz parte do ciclo sem fim da renovação da vida da natureza. Ao invés disso, filtre as informações mais fáceis de serem absorvidas e vá contando aos poucos – e conforme a necessidade – os diferentes conceitos envolvidos. Não é preciso chocar, mas também não dá para tratá-las como incapazes de compreender a morte para sempre.
Você pode acreditar em céu, inferno, purgatório, reencarnação, ou seja lá o que for, e pode transmitir essa crença a seus filhos quando estiver explicando sobre a morte. Entretanto, é importante explicar que nem todo mundo pensa dessa forma e que elas podem ouvir conceitos diferentes de outras pessoas – e que isso não necessariamente está errado, mas que ela só conseguirá decidir no que acredita quando estiver mais velha.