Estudo relaciona disfunção erétil com uso prolongado de computador

09/04/2024 às 20:002 min de leituraAtualizado em 09/04/2024 às 20:00

"Isso nunca aconteceu comigo… ". A pessoa que diz isso ao não conseguir manter uma ereção em um encontro íntimo provavelmente está mentindo. Esse é um problema bastante comum entre pessoas de todas as idades — inclusive, estima-se que um terço dos brasileiros tenha disfunção erétil. Mesmo assim, é importante entender suas causas e como as evitar.

Vários estudos já relacionaram a disfunção erétil à idade, condições de saúde e uso de certos medicamentos. Também existem os fatores psicológicos, como estresse e culpa. Mas uma das causas mais importantes — e evitáveis — da disfunção erétil é o estilo de vida.

Uma pesquisa recente, divulgada pela publicação científica Andrology, deixou isso bastante claro: eles descobriram que passar muito tempo no computador, em atividades de lazer, está relacionado à dificuldade de manter ereções — más notícias para o público gamer.

Uma hora de computador pode triplicar a disfunção erétil

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Uma hora de computador pode triplicar a disfunção erétil. (Fonte: Getty Images / Reprodução)

De acordo com o artigo publicado pela Andrology, o "estudo apresenta evidência substancial de uma associação causal positiva entre o uso de computador e o risco de disfunção erétil". Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram uma base de dados genéticos de mais de 220 mil pessoas. Nessa base, há informações sobre os genes relacionados a diversas condições, como sedentarismo e disfunção erétil. Então, eles utilizaram uma técnica chamada randomização mendeliana para cruzar os dados e encontrar a correlação. 

Os cientistas buscaram informações sobre várias atividades de lazer sedentárias, como assistir TV ou dirigir para passar o tempo, além do computador. Porém, os dados mais impressionantes realmente estão relacionados com essa atividade: 72 minutos no computador (1,2 hora) podem aumentar a chance de disfunção erétil em 3,57 vezes. É mole?

Analisando os registros, também foi possível concluir que os participantes que usavam muito o computador tinham índices menores do hormônio folículo-estimulante (FSH na sigla em inglês). Esse hormônio contribui para a produção de esperma e já foi ligado, em estudos anteriores, às disfunções sexuais, como dificuldade com ereções e menor libido.

Outras atividades não causam o mesmo efeito

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Outras atividades sedentárias não causam o mesmo efeito. (Fonte: Getty Images / Reprodução)

Mas o mais curioso é que as outras atividades de lazer sedentárias analisadas no estudo, como assistir TV, não geraram o mesmo resultado. Então, o responsável por esse problema não é só o sedentarismo — há outras questões específicas ligadas ao computador. 

Contudo, o estudo não explicitou como essa relação de causa e efeito acontece. Afinal, por que o computador tem todo esse poder sobre o desempenho sexual? E mesmo que tenha ficado claro que não é só uma questão de sedentarismo, a pesquisa conclui que praticar atividades físicas pode, sim, ajudar a resolver os problemas com a disfunção erétil.

Bom... Você não esperava que dias inteiros de jogatina fizessem bem para o corpo, certo?

O professor de andrologia Allan Pacey, da Universidade de Manchester, afirmou ao jornal The Independent que "os homens que estão preocupados com sua função erétil talvez devam sair do computador e se tornarem mais ativos".

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