
Artes/cultura
07/02/2021 às 05:00•2 min de leitura
A Austrália é notoriamente conhecida por ser dona de uma das faunas mais intrigantes do mundo, onde todo tipo de animal bizarro parece fazer seu habitat. Esse também é o lugar que serve de lar para os vombates, um marsupial que parece ser completamente normal por fora, mas chama a atenção por um detalhe interessante: suas fezes.
Na hora de defecas, o vombate é conhecido por expelir seu cocô em formato de cubo. Em toda história, esse é o único animal já documentado a possuir tais características. Recentemente, um novo artigo publicado na Soft Matter garante ter descoberto a explicação para essa notável particularidade biológica.
Anteriormente, cientista haviam tentado incorretamente associar o formato cúbico das fezes dos vombates com a anatomia anal do esfíncter da espécie. Entretanto, o “fenômeno”, na realidade, é originado nos últimos 17% do trato intestinal dessas criaturas, que ao todo possui cerca de 10 metros de comprimento.
Através de tomografias computadorizadas de um vombate ainda vivo, os pesquisadores puderam analisar que o intestino da espécie é divido em quatro partes: duas mais rígidas e duas mais flexíveis graças a uma mudança na espessura dos músculos do órgão em determinadas partes.
Essa divisão é essencial para a criação do cocô em cubo. Na visão dos cientistas, é provável que essas variações de espessura muscular no trato intestinal ajudem a moldar os cantos agudos dos cubos enquanto o intestino sofre contrações rítmicas, criando por fim o formato de fezes mais peculiar de toda a natureza.
Ao contrário dos seres humanos, que precisam de um a dois dias para concluir todo o processo do trato digestivo, os vombates demoram até quatro vezes mais para digerir uma alimentação. Essa ação lhes permite absorver o máximo de nutrição de cada refeição e extrair o máximo de água da comida.
Esse é um dos motivos para as fezes dessa espécie ser bastante seca e “moldável” para o formato de cubo. De acordo com o pesquisador Scott Carver, da Universidade da Tasmânia, o estudo surgiu após uma série de relatos apontarem que os vombates utilizam suas fezes para se comunicar entre si, mas não havia nada concluído sobre o formato curioso dos excrementos.
Por fim, Carver espera que a nova descoberta sirva para que outros cientistas consigam compreender mais sobre a saúde digestiva desses marsupiais.
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