
Artes/cultura
18/06/2022 às 10:00•2 min de leitura
A música afeta o nosso cérebro de diferentes maneiras, estimulando-o e até mesmo fazendo com que ele se exercite. Hoje, boa parte dessas reações do cérebro para a música já são bastante conhecidas. E a cada dia a neurociência descobre novos impactos na atividade cerebral quando estamos escutando alguma melodia.
(Fonte: Shutterstock)
Para entender como isso acontece, a primeira coisa importante saber é que não existe apenas uma região do cérebro estimulada pelas músicas. Na verdade, o que acontece é que o cérebro inteiro pode ser afetado e diferentes regiões respondem a diferentes estímulos provocados pela música. É por isso que ela tem um poder tão grande em nós, sendo celebrada em todas as culturas humanas.
O lóbulo frontal, por exemplo, é responsável pela tomada de decisão e pelo planejamento, e ao ouvir alguma canção a região é estimulada e podemos aprimorar suas funções. Já a área de broca, a região do cérebro responsável pela expressão da linguagem, é estimulada ao tocar uma música. Isso implica que tocar um instrumento pode melhorar sua capacidade de se comunicar.
Outro estímulo importante acontece no lóbulo occipital, a parte que processa o que enxergamos, localizada na parte de trás do cérebro. Músicos profissionais estimulam esta região (para as pessoas que não são profissionais, apenas o lóbulo temporal, responsável por compreender os sons, é estimulado). Isso sugere que eles podem visualizar uma partitura quando estão ouvindo música.
Um dos exemplos mais notáveis do poder da música no nosso cérebro acontece no hipocampo. Esta é a principal região responsável por produzir e recuperar nossas memórias, além de regular respostas emocionais. A música, além de estimular essa região, pode aumentar a neurogênese no hipocampo, permitindo a produção de novos neurônios e melhorando a memória.
Talvez você se recorde do caso da bailarina espanhola Marta C. González, que possui Alzheimer, e lembrou dos passos de uma dança ao ouvir O Lago dos Cisnes. A música é capaz de ativar determinadas regiões do cérebro que respondem ao estímulo ativando memórias específicas.
(Fonte: Shutterstock)
O nosso cérebro é um órgão extremamente eficiente. Isso significa que ele é ótimo em poupar energia, evitando coisas que nós não aproveitamos. Conforme você estimula determinadas áreas do cérebro com uma atividade — ouvir música, por exemplo —, ele vai manter essas regiões ativas.
Por outro lado, caso você não tenha o hábito de ouvir música, o cérebro usará os neurônios nesse caminho para outras coisas. Um exemplo que ilustra bem esse fato é a fala de outro idioma. Se você aprendeu uma língua estrangeira quando criança, mas ficou anos sem praticar, vai ser difícil para o seu cérebro conseguir reproduzir esse "caminho de neurônios" novamente. Com a música acontece algo parecido e estímulos que poderiam ativar o cérebro, com o tempo serão utilizados para outros fins.
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